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domingo, 9 de outubro de 2011

Reflexões sobre Ética

Recentemente assisti ao filme Código de Conduta, para discutirmos sobre Ética:

A mensagem central do filme Código de Conduta é de que o sistema é imperfeito, pois foi criado por pessoas humanas, que agem desde os conceitos mais elementares popularmente chamados de maniqueístas, até os mais complexos, que envolvem todas as paixões e situações da mente humana.

Observamos que o conceito de Justiça apresentado no filme é daquela aprendida nas faculdades, exercitadas nos escritórios de advocacia e praticadas nos Tribunais americanos, de buscar manter tão somente o “status quo”, julgamentos e acordos feitos entre operadores do Direito mais preocupados com seus nomes e carreiras, e da repercussão na mídia. Infelizmente, não tão diferente do que ocorre no Brasil. Caso recente do promotor no estado de São Paulo tentando utilizar uma investigação e processo para interferir na política, ao invés de se ater ao universo jurídico, de maneira que cumpriria seu juramento e colaboraria com a segurança jurídica em nosso país.

É lamentável, pois na busca da verdade real, garantindo a ampla defesa e o contraditório, deveria ser culpado ou inocente de acordo com as provas e devido julgamento.

Para o protagonista, um ex-soldado, típico pai de família, a frase “o bem vencendo o mal” serve de principal argumento e justificativa para sua consciência pelos seus atos.

Nesta linha, a “prosperidade justa” e o “sofrimento malvado” levariam à felicidade pela verdadeira justiça e ao alívio por conseqüência.

Vemos que nem sempre o brocardo “melhor um mau acordo que uma boa demanda” é factível…

Justiça, bem como religião, crença na existência de Deus, valores, deve ser analisada como nos influenciam de forma coletiva, em sociedade e também de maneira subjetiva.

Neste sentido o subjetivo é que torna incerta a reação humana diante de situações que sempre parecerão ocorrer com o próximo, mas não conosco.